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Impulsionado pelo agronegócio, consumo de diesel deve crescer 6% neste ano em MT

Valor está acima da projeção nacional, estimada em um aumento de 2% 

Mato Grosso deve registrar um aumento de aproximadamente 6% na demanda por óleo diesel em 2026, segundo análise do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo). O valor está acima da projeção nacional, estimada em um aumento de 2%, segundo a StoneX.

O avanço do combustível é ocasionado principalmente pela força do agronegócio, pela ampliação da área plantada e pela intensificação do escoamento da produção, que elevam o consumo do combustível mais utilizado pelo transporte de cargas.

O diesel é considerado um dos principais termômetros da atividade econômica no estado. Em Mato Grosso, onde a logística é majoritariamente rodoviária, o desempenho do combustível está diretamente ligado à produção agrícola, ao transporte de grãos e insumos e à movimentação industrial.

Os dados mais recentes reforçam essa tendência de expansão. Entre 2024 e 2025, o consumo de diesel no Brasil cresceu 3%. Em Mato Grosso, o avanço foi de 5,8%, praticamente o dobro da média nacional.

“Esse desempenho de nosso estado reflete um ritmo mais acelerado da nossa economia, especialmente no campo. Safras robustas e aumento da circulação de mercadorias consolidaram Mato Grosso como um dos principais mercados consumidores de diesel do país”, explicou o presidente do Sindipetróleo, Claudyson Martins Alves, o Kaká.

Por outro lado, para este ano o setor também segue atento a fatores como alterações tributárias, oscilações cambiais e variações no preço internacional do petróleo, que podem impactar custos e margens.

Gasolina também avança 

A gasolina tipo C também apresentou crescimento de 5,1% no Brasil na análise do mesmo período. No estado, essa alta foi ainda maior: 7,5%. A previsibilidade de consumo e o desempenho do combustível fóssil têm influenciado a decisão dos motoristas, especialmente quando a relação de preços reduz a competitividade do etanol.

“Com a gasolina aconteceu aquilo que prevíamos: uma migração mais intensa do etanol para a gasolina, já que o etanol acabou perdendo sua competitividade, além da ampliação da frota leve e da expansão urbana”, disse Kaká.

Já o etanol registrou retração nacional de 2,3% e estadual de 1,4%, no entanto, segundo Kaká, segue sendo o combustível que apresenta forte estabilidade e resiliência, principalmente pela cultura de consumo, mas também pela forte produção local.

Assessoria Sindipetróleo