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Lula defende exploração de petróleo na Margem Equatorial: 'Daqui a pouco, o Trump vem e acha que é dele'

Presidente criticou venda da BR Distribuidora durante evento da Petrobras em Paulínia (SP) e afirmou que, com a antiga estatal, seria "muito mais fácil" para o governo influenciar preços dos combustíveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a exploração de petróleo e gás na chamada Margem Equatorial, na costa de estados amazônicos. Durante um evento no interior de São Paulo, ele também criticou a venda da BR Distribuidora pela Petrobras durante o governo de Jair Bolsonaro.

Indicando que sente falta da estatal como um instrumento para influenciar os preços dos combustíveis, o presidente citou que, na ocasião, a companhia possuía cerca de 30% do mercado de combustíveis e lubrificantes, e possuía quase oito mil postos em todo o país.

— A guerra do Irã é culpa do Trump. Não é culpa do brasileiro, mas se a gente tivesse a BR, seria muito mais fácil. A gente está dando quatro botijões de gás para as pessoas que utilizam, sabe? Mas se a gente tivesse a BR, seria muito tranquilo a gente utilizar os postos da BR para que a gente distribuísse o gás, sem pagar custo do transporte, como se paga hoje — afirma Lula.

Visita a refinaria

 

Lula discursou ao visitar a refinaria da Petrobras em Paulínia, no interior paulista. Na ocasião, Lula ainda afirmou que o país deve explorar a bacia Margem Equatorial, no Norte do país. E brincou que as reservas poderiam despertar a cobiça do presidente dos EUA, com quem teve um encontro amistoso há dez dias.

— A gente não pode deixar uma riqueza que está há quase 500 metros de distância da nossa margem. Daqui a pouco, o Trump vem e acha que é dele e vai lá (..) Ele achou que o Canadá era dele, ele achou que a Groenlândia era dele, ele achou que o Golfo do México era dele, o canal do Panamá — afirmou o presidente.

Antes do evento em Paulínia, Lula participou de outro evento em Campinas, na mesma região do estado de São Paulo. Lá, ele voltou a defender o controle de terras-raras no país, mas afirmou que o Brasil está aberto a investimentos estrangeiros no setor de minerais críticos, essenciais para a indústria de tecnologia e transição energética.

— A gente faz com que o Trump pare de brigar com o Xi Jinping e venha se associar a nós, para que a gente possa explorar aqui. Nós não temos veto a ninguém, nós não temos preferência por ninguém. Aqui pode vir chinês, pode vir alemão, pode vir francês, pode vir japonês, pode vir americano, pode vir quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania — disse Lula.

Fonte: Jornal Extra - Globo