A demanda por diesel B, que é o combustível presente nos postos do país que mistura o diesel puro com combustível renovável produzido a partir de óleos vegetais ou gorduras animais, deverá aumentar em 2% na comparação com aquela vista no ano passado, chegando a 70,8 milhões de metros cúbicos.
O consumo maior se dará em função do aumento das projeções agrícolas. Uma maior safra de soja, por exemplo, vai elevar o volume de carga transportada no país, segundo a StoneX. A projeção anterior para o ano da consultoria indicava um consumo ligeiramente menor, 70,4 milhões de m³.
O recorte regional da sua projeção indica maior consumo pelo combustível no Sul, com recuperação das safras de soja e milho, e no Sudeste, impulsionado por exportações aquecidas dos setores agrícola, industrial e extrativista.
A consultoria também estima que em 2026 haverá aumento das importações de diesel bruto, insumo que é a base para a produção do biodiesel presente nos tanques dos caminhões que circulam pelas estradas do país.
A demanda pelo chamado diesel A (puro) deve atingir 60,4 milhões de m³ (+1% sobre 2025), exigindo 17,8 milhões de m³ de importações — o maior volume da série histórica. Mesmo com leve avanço da produção nacional, as importações devem ter uma participação elevada na oferta nacional em 2026, entre 29,0% a 29,3%.
Em 2025, as vendas de diesel B totalizaram 69,4 milhões de m³, alta de 3% sobre 2024, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O volume de biodiesel consumido no ano passado chegou a 9,7 milhões de m³, avanço de 7,4% no comparativo com 2024.
(Estadão)
Autor/Veículo: O Estado de São Paulo
