A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), entidade que reúne 34 sindicatos patronais e representa cerca de 45 mil postos de combustíveis no país, atenta aos recentes acontecimentos no Oriente Médio que vem afetando as cotações do petróleo no mercado internacional, e diante das diversas informações divulgadas nos meios de comunicação sobre os impactos nos preços de combustíveis no Brasil, vem a público esclarecer o seguinte.
O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã tem gerado aumento nos preços do petróleo e, consequentemente, de seus derivados no mercado internacional. A Petrobras responde por aproximadamente 70% do suprimento de combustíveis para o mercado interno e o país tem a necessidade de importar cerca de 30% de óleo diesel e 10% de gasolina. Por isso, os preços nacionais são afetados pelos preços praticados no mercado externo.
Além disso, o parque de refino no Brasil é composto por refinarias privadas, como a Refinaria de Mataripe, controlada pela Acelen (BA), a Refinaria Clara Camarão (RN) e a Refinaria do Amazonas (AM), que geralmente seguem os preços do mercado internacional, diferente dos preços praticados pela Petrobras. Há ainda empresas que realizam importação de combustíveis para distribuição no mercado interno, que também são diretamente impactadas pelos preços internacionais.
Importante esclarecer que os postos de combustíveis somente podem comprar derivados de petróleo fornecidos pelas distribuidoras, não tendo a liberdade de comprar diretamente das refinarias ou dos importadores, razão pela qual os preços de revenda são diretamente impactados pelos preços praticados pelas distribuidoras.
Segundo relatos recebidos pela Fecombustíveis, as distribuidoras vêm elevando os preços de fornecimento aos postos de combustíveis, possivelmente em razão do aumento dos custos de aquisição nas etapas de refino (especialmente junto às refinarias privadas) e de importação. Os postos revendedores, por sua vez, representam apenas o último e mais frágil elo da cadeia de comercialização e estão sujeitos ao aumento do custo para a compra dos combustíveis junto às distribuidoras, com possíveis reflexos nos preços ao consumidor.
A Fecombustíveis lembra que o mercado é livre e competitivo em todos os elos da cadeia, cabendo a cada agente determinar se irá ou não repassar eventuais aumentos ou reduções de custos, conforme a lógica de mercado e as estratégias competitivas de cada empresa.
Esta Federação considera de fundamental importância esclarecer os fatos, para que os postos revendedores não sejam injustamente responsabilizados por fiscalizações ou mesmo pela opinião pública em razão do aumento dos custos de operação causados por majorações de preço ocorridas em etapas anteriores da cadeia.
Autor/Veículo: Assessoria de Comunicação da Fecombustíveis
