Após várias semanas consecutivas de alta, o preço do etanol registrou queda na média nacional. Em Cuiabá, os postos já começaram a repassar a redução ao consumidor, com diminuição de até R$ 0,10 por litro nas bombas.
De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo), a queda ocorreu assim que as distribuidoras passaram a ofertar o combustível com desconto, com valor próximo também a R$ 0,10, conforme dados do Cepea/Esalq.
No entanto, desde 1º de março houve aumento de R$ 0,01 no Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), referência utilizada para o cálculo do ICMS. Apesar disso, esse acréscimo ainda não foi repassado ao consumidor.
“Depois de várias semanas consecutivas de alta, finalmente tivemos uma leve queda no preço do etanol, tanto na média nacional quanto em Mato Grosso. Essa redução ocorreu diretamente nas usinas, e os postos de Cuiabá já começaram a repassar esse alívio ao consumidor, que muitas vezes reclama quando o preço aumenta”, afirmou o presidente do Sindipetróleo, Claudyson Martins Alves, o Kaká.
Na média nacional, considerando o período de 22 a 28 de fevereiro, o etanol foi comercializado a R$ 4,63 por litro, uma redução de 0,4% em relação aos R$ 4,65 registrados anteriormente, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A queda interrompe uma sequência de aumentos que vinha sendo registrada desde o fim de outubro.
Ainda conforme a ANP, os preços médios do etanol caíram em 13 estados e no Distrito Federal, subiram em seis, permaneceram estáveis em outros seis e não puderam ser comparados no Amapá.
Impacto na gasolina e no diesel
A principal preocupação do Sindipetróleo, neste momento, é o conflito entre Estados Unidos e Irã e os possíveis reflexos nos preços da gasolina e do diesel. Segundo Kaká, os valores nas bombas podem subir nas próximas semanas, a depender do comportamento do mercado internacional.
“O Sindipetróleo acompanha com preocupação o conflito entre Estados Unidos e Irã. Os preços podem aumentar em breve, chegar às bombas e impactar diretamente o bolso do consumidor. O diesel, por ter maior dependência de importação, pode sentir os efeitos mais rapidamente do que a gasolina”, concluiu.
Fonte: Assessoria Sindipetróleo
