O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, disse nesta segunda feira que pretende trazer uma nova realidade para a companhia, mais adequada ao cenário internacional. Nesse sentido, salientou que a petrolífera está partindo para um novo modelo de realinhamento de preços dos derivados de petróleo que vende no país. Sem dar detalhes da nova fórmula para os reajustes, disse que o modelo terá mais transparência para que possa ser gerenciado de acordo com as oscilações do mercado internacional.
— Nosso compromisso é manter uma política de preços de acordo com os ditames do mercado. Estamos partindo para um novo modelo de companhia, muito mais independente — disse Bendine, durante a abertura do Etanol Summit, evento organizado pela Unica, entidade que reúne os produtores de açúcar e álcool no país.
Bendine, que já havia dito na semana passada que poderia haver a necessidade de reajustes mensais, acrescentou ainda que a empresa não possui mais representantes do governo em seu Conselho de Administração, — que é presidido por um executivo de mercado, Murilo Ferreira, que também preside a Vale —, e que aguarda o momento correto para um possível aumento dos combustíveis. Salientou ainda que todos os esforços da empresa serão focados na geração de caixa mais robusto e na rentabilidade das operações.
— Temos que saber o momento correto para fazer uma correção (dos preços) para manter a rentabilidade da companhia — ressaltou ele.
Segundo o executivo, os ajustes nos preços dos derivados de petróleo será de acordo com as oscilações do mercado internacional terá como consequência a prática de preços mais adequados pelos produtores de etanol.
— Não queremos ficar dependentes da importação de derivados e nesse sentido o etanol é fundamental para suprir essa falta de combustível refinado no país —, acrescentou Bendine.
O executivo reconheceu que assumiu a presidência da estatal em um momento crítico que chamou de “tempestade perfeita” , em função dos investimentos pesados, a queda brutal dos preços do petróleo, o alto endividamento e, mais grave ainda, a prisão de diretores envolvidos na operação Lava Jato, que investiga esquemas de corrupção na Petrobras.
O Globo Online
